O número de mortos após a avalanche que atingiu a região do Himalaia ultrapassou 1.000 pessoas, segundo balanço provisório das autoridades. A catástrofe, ocorrida há seis dias, foi provocada pelo colapso de uma geleira, resultando em um deslizamento de terra que atingiu áreas do Nepal e da região autônoma chinesa do Tibete.
Até agora, foram registradas 1.003 mortes, sendo 987 no Nepal e 16 na China. As equipes de emergência continuam a busca por sobreviventes entre lama e escombros, com a contagem de desaparecidos totalizando 4.462 pessoas. No Nepal, são 3.916 desaparecidos, enquanto no Tibete a marca é de 546.
Entre os desaparecidos estão turistas, peregrinos e trabalhadores estrangeiros de mais de 50 nacionalidades. No território nepalês, 639 pessoas que trabalhavam em usinas hidrelétricas ou barragens sumiram. O porta-voz do Exército nepalês, Raja Ram Basnet, informou que os esforços estão concentrados em túneis, onde quase 100 operários podem ter ficado presos.
As operações de resgate contam com o apoio de equipes especializadas da Índia, China e Coreia do Sul. No lado chinês, mais de 2 mil profissionais trabalham para recuperar a infraestrutura e liberar a estrada para o posto de fronteira em Gyirong. Paralelamente, autoridades de Uttar Pradesh, na Índia, localizaram 17 corpos em um rio a algumas dezenas de quilômetros da área atingida.
Em Katmandu, familiares utilizam murais em hospitais para tentar identificar parentes. Um motorista de 58 anos relatou a busca pela sogra, de 83 anos, e pela neta, que teriam sido arrastadas durante a avalanche em Trishuli Bazaar. Devido à lotação dos necrotérios, o governo nepalês autorizou sepultamentos no domingo por motivos sanitários.
Grupos independentistas tibetanos acusam o governo chinês de reduzir a dimensão da tragédia no Tibete. Pequim rejeitou as alegações e classificou as declarações como uma campanha de difamação e sensacionalismo.


