As principais bolsas da Ásia fecharam em queda nesta quarta-feira (2) acompanhando a alta do petróleo, que atingiu a máxima de US$ 96,99. O movimento reflete a instabilidade na cadeia de suprimentos após a retomada de ataques militares entre Estados Unidos e Irã no último domingo (30).
A commodity registrou o maior valor desde 3 de junho. O preço do barril disparou 7% em três dias, impulsionado por ofensivas dos Estados Unidos contra duas plataformas de lançamento de foguetes na ilha de Larak, no estreito de Ormuz. O Irã respondeu com ataques a bases norte-americanas na região.
A queda foi generalizada nos mercados acionários da China, Japão, Índia e Coreia do Sul. O índice Kospi, da Coreia do Sul, teve a maior baixa, com recuo de 3,99%. No Japão, o Nikkei caiu 2,96% e o Topix recuou 2,40%. Na China, o CSI 300 fechou com queda de 1,38%.
Outras praças registraram perdas, como o SZSE Component (-1,88%), Xangai (-0,97%), Nifty 50 (-0,59%), BSE Sensex (-0,62%) e o Hang Seng, em Hong Kong, que recuou 0,07%. A vulnerabilidade dos países asiáticos a disfunções no estreito de Ormuz intensificou a pressão sobre os ativos.
Questionado na terça-feira (1º) se as ações indicavam a volta de operações militares em larga escala, o presidente Donald Trump minimizou a capacidade de reação do Irã. Ele afirmou que o país é uma nação falida, com inflação de 350% e sem moeda.
Trump declarou que os soldados iranianos não estão sendo pagos e que a Marinha e a Força Aérea do país acabaram. Segundo o presidente, a maior parte dos líderes iranianos está morta e os equipamentos de vigilância foram quase totalmente destruídos.


