A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) montou uma força-tarefa para analisar documentos do caso Banco Master que tiveram o sigilo retirado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O grupo prepara novos ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para o horário eleitoral deste sábado (12), focando em investigações de corrupção e lavagem de dinheiro.
Integrantes do núcleo de comunicação trabalharam durante a madrugada na leitura de peças do inquérito, cujo sigilo foi levantado pelo ministro André Mendonça. O objetivo é selecionar trechos que causem desgaste ao candidato do PL para a produção de conteúdos em redes sociais e propagandas gratuitas. A estratégia busca vincular o senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Uma das peças já produzidas afirma que a Justiça confirma a investigação de Flávio Bolsonaro por corrupção e lavagem de dinheiro no Banco Master. O inquérito, aberto em julho, apura possíveis irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória de Jair Bolsonaro, além de suspeitas de evasão de divisas. O senador nega irregularidades e afirma que a obra recebeu apenas recursos privados.
Na noite desta quinta-feira (11), o STF retirou o sigilo de parte das investigações do Banco Master. Contudo, a Corte manteve em segredo as apurações sobre o filme e a relação entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco. A cobrança pelo fim dos sigilos foi discutida por Lula com a coordenação de campanha, o Palácio do Planalto e interlocutores no Supremo.
O presidente articulou a medida com o presidente do STF, Edson Fachin. Em entrevista ao SBT, Lula defendeu a abertura total dos inquéritos para evitar o que chamou de “vazamentos seletivos” e tentar recuperar a credibilidade da Suprema Corte. Na quarta-feira, o petista classificou o escândalo do Master como o maior crime financeiro da história do Brasil e exigiu transparência do Judiciário.

