O movimento Amazônia de Pé promove, neste sábado (5), a quinta edição da Virada Cultural Amazônia de Pé em cinco regiões do Brasil. A iniciativa coincide com o Dia da Amazônia e com a contagem regressiva de 30 dias para as eleições gerais de 4 de outubro, buscando incentivar a escolha de candidatos comprometidos com a conservação ambiental.
A programação inclui festivais culturais, gastronômicos, musicais e debates em mais de 300 atividades distribuídas pelo país. O movimento é composto por cerca de 300 coletivos, organizações não governamentais e mais de 20 mil ativistas. No Território Indígena Borari, em Alter do Chão, distrito de Santarém, uma cobra cenográfica de 30 metros marca o início dos eventos.
A codiretora executiva da Amazônia de Pé, Catarina Nefertari, afirmou que a data é uma oportunidade para cobrar que os planos de governo considerem as soluções de quem vive no território. Segundo a ativista, a realização da virada cultural de Norte a Sul do país funciona como um chamado para que a sociedade se empodere.
Outra preocupação do grupo refere-se às Florestas Públicas Não Destinadas (FPNDs). A codiretora Karina Penha explicou que essas terras, que aguardam definição oficial de uso e gestão pelo Estado, tornam-se mais suscetíveis a crimes ambientais quando não há destinação para conservação ou uso sustentável.
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que o desmatamento na Amazônia caiu 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026. Foram 2.874,38 km² de área sob alerta, o menor valor desde 2016. O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) apontou que 60% das terras indígenas registraram desmatamento zero no mesmo período.
O Dia da Amazônia é reconhecido por lei nacional desde 2007, embora seja oficial no Acre e no Amazonas desde 1968. A data remete à criação da Província Amazônica em 1850. O bioma ocupa 49,5% do território brasileiro.


