A movimentação das campanhas eleitorais no Distrito Federal tem criado uma rede de empregos temporários para trabalhadores que buscam complementar a renda. As atividades abrangem desde a panfletagem e mobilização de rua até serviços de comunicação e redes sociais, servindo como suporte financeiro para estudantes e profissionais informais.
Uma estudante de 18 anos, que planeja cursar Veterinária na Universidade de Brasília (UnB), utiliza o pagamento recebido em panfletagens na Ceilândia e no Plano Piloto para investir em um curso preparatório. Segundo a jovem, a oportunidade é fundamental para quem está desempregado e estudando.
Para um ambulante de 57 anos, que atua no Plano Piloto, a renda das vendas de bebidas tornou-se insuficiente para as despesas domésticas. Ele trabalha simultaneamente para três candidatos para conseguir quitar contas atrasadas, contando com a ajuda da esposa na distribuição de materiais.
José Pagnussat, professor de Economia da UDF, explica que a demanda por serviços que extrapolam a atuação dos candidatos gera um aumento na renda disponível das famílias. Para o economista, esse fluxo tende a elevar o consumo e acelerar o crescimento econômico local, além de proporcionar a jovens a primeira experiência profissional.
O professor afirma que os contatos e a experiência adquirida durante o período podem abrir novas demandas de serviços e oportunidades de emprego após o encerramento do pleito.
As contratações devem seguir a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e a Resolução TSE nº 23.607/2019. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu limites para a contratação de pessoal de militância e mobilização de rua, exigindo que todos os pagamentos sejam registrados na prestação de contas.
O prazo para o envio das informações da prestação parcial, que detalha a movimentação financeira até 8 de setembro, ocorre entre os dias 9 e 13 de setembro. Os dados podem ser consultados pelo sistema DivulgaCandContas.


