O formato de celebração conhecido como Elopement Wedding, ou casamento a dois, torna-se tendência entre casais que buscam substituir festas tradicionais por cerimônias intimistas. A modalidade prioriza a experiência pessoal e a personalização do cenário, permitindo que a união ocorra apenas entre os noivos ou com um grupo reduzido de convidados.
A proposta permite que os noivos escolham o cenário e o tamanho da cerimônia sem seguir roteiros tradicionais. Segundo Camila Piccini, fundadora do Casar.com, o formato atende a casais que desejam algo único, sem a exposição e os gastos comumente associados a grandes eventos. A fundadora afirma que a opção é leve e mantém o significado do momento marcante.
A redução da lista de convidados impacta diretamente nos custos, diminuindo despesas com buffet, decoração e aluguel de espaços. Em casos de celebrações no exterior, os noivos costumam conciliar a cerimônia com as férias e a lua de mel. Vitória Kilsan e Vinicius Nascimento, por exemplo, realizaram a união em um jardim público em Paris, com vista para a Torre Eiffel.
Outro exemplo é o de Gabriela Pereti e Vinicius Monteiro, que oficializaram a união civil no Brasil antes de realizar uma cerimônia a dois em Positano, na Costa Amalfitana, Itália. O casal optou por reservar um quarto de hotel para a celebração e organizou jantares posteriores com familiares e amigos próximos.
Apesar da escala reduzida, a organização permanece complexa, especialmente em viagens internacionais. O planejamento exige atenção a documentos, traduções e regras burocráticas de cada país para que a união seja reconhecida legalmente. A contratação de assessorias especializadas em casamentos intimistas é recomendada para evitar que questões práticas comprometam a experiência.
O modelo questiona a ideia de que celebrações precisam ser grandes para serem marcantes. Para os casais que adotam o formato, a escolha reside em concentrar a atenção na vivência do momento, seja em cerimônias restritas aos dois ou acompanhadas por poucas pessoas.


