A cidade de Phoenix, no Arizona, implementou um revestimento claro e refletivo sobre o asfalto de bairros residenciais para tentar diminuir o aquecimento urbano. Testes realizados pela Arizona State University (ASU) indicam que a superfície das ruas tratadas ficou até 6,7 °C mais fria do que o pavimento convencional durante os horários de pico.
O material, chamado de pavimento frio, é aplicado sobre o asfalto existente e composto por água, asfalto, polímeros, minerais e componentes reciclados. A tecnologia funciona refletindo a luz solar em vez de absorvê-la, o que reduz a temperatura da superfície. No primeiro estudo, a diferença térmica ao meio-dia e à tarde variou entre 5,8 °C e 6,7 °C, enquanto ao amanhecer a queda foi de 1,3 °C.
A apuração da ASU revelou que o resfriamento também ocorreu abaixo da superfície, com redução média de 2,7 °C. Uma segunda etapa da pesquisa, conduzida em 2022, confirmou esses dados, mantendo a queda de 6,7 °C na superfície do asfalto nos períodos mais quentes do dia.
Apesar do resultado no solo, a reflexão da luz solar aumentou a exposição de pedestres à radiação térmica. O primeiro estudo apontou que a diferença chegou a 3,1 °C, o que significa que quem caminha sobre o pavimento tratado pode sentir mais calor refletido, de forma semelhante ao que ocorre em calçadas de concreto.
A temperatura do ar não apresentou a mesma queda. No primeiro levantamento, o ar a 1,8 metro de altura ficou 0,3 °C mais frio durante a noite. Já na segunda pesquisa, a redução média em diferentes alturas foi de apenas 0,07 °C, com picos de 0,5 °C em pontos fixos.
Phoenix registra, em média, 111 dias por ano com temperaturas de pelo menos 37,8 °C e mais de 160 dias acima de 32,2 °C. Os dados indicam que a solução é eficaz para diminuir o calor acumulado no asfalto, mas possui impacto limitado na temperatura ambiente.

