Cinco ratos-almiscarados soltos em 1905 em uma propriedade na Boêmia, atual República Tcheca, deram origem a uma dispersão da espécie por grande parte da Europa e da Ásia. Os animais, trazidos da América pelo príncipe Colloredo-Mannsfeld para a produção de peles, escaparam de lagos e se espalharam por rios, segundo o Space Daily.
Os roedores foram introduzidos em lagos situados a 40 quilômetros de Praga. Como bons nadadores, os animais deixaram a propriedade através de riachos e iniciaram um processo de expansão acelerado pela reprodução, com fêmeas capazes de ter várias ninhadas em uma única temporada.
Em 1914, nove anos após a soltura inicial, a população na Boêmia era estimada em dois milhões de animais. A espécie avançou para a Alemanha, Áustria e Suíça, enquanto na França e na Bélgica a disseminação ocorreu a partir de outras criações de peles. Na década de 1920, os roedores foram levados para a Finlândia e, a partir de 1928, para a antiga União Soviética, chegando à Sibéria, Ásia Central, China, Mongólia e Japão.
Atualmente, a área dominada pelos ratos na Europa e na Ásia é maior do que seu habitat natural na América do Norte. O principal impacto ambiental ocorre nas margens de rios e lagos, onde os animais cavam túneis. Em estruturas como diques e canais, essa atividade retira terra e enfraquece o solo.
Devido a esses danos, a União Europeia classifica o rato-almiscarado como espécie invasora de preocupação desde 2017, proibindo a criação e a soltura dos animais no bloco.
No Reino Unido, a espécie escapou de fazendas no fim da década de 1920 e se estabeleceu na região de Severn. O governo britânico promoveu uma campanha nacional de erradicação e conseguiu eliminar todos os exemplares do território em 1939.


