O sistema educacional de Cuba enfrenta a pior crise de sua história, marcada pela falta de uniformes, escassez de professores e a necessidade de alunos utilizarem lâmpadas recarregáveis para estudar. O cenário contrasta com as premissas sociais estabelecidas no início da Revolução Cubana, há mais de seis décadas.
Em 14 de setembro de 1959, Fidel Castro transformou o Campamento de Columbia, antigo centro do poder militar do governo de Fulgencio Batista, na escola Ciudad Libertad. Na ocasião, o líder revolucionário afirmou que a educação gratuita e universal era fundamental para tornar a ilha o primeiro território livre de analfabetismo na América Latina.
Durante o discurso à multidão e às crianças presentes, Castro questionou os estudantes sobre como ser um bom revolucionário. A resposta dada pelo líder era a necessidade prioritária de estudar, associando o desempenho acadêmico ao compromisso com o projeto social do governo.
A apuração indica que a realidade atual do país diverge dessas metas históricas. A carência de professores e de materiais básicos, como os uniformes escolares, impacta a rotina das instituições de ensino.
A precariedade do sistema reflete-se também na infraestrutura doméstica dos estudantes. A falta de energia elétrica obriga os alunos a utilizarem lâmpadas recarregáveis para realizar as atividades escolares em meio à crise.


