O bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro, registra aquecimento no mercado imobiliário devido à procura de estrangeiros e nômades digitais. A alta do dólar tornou os preços locais mais competitivos para quem recebe em moeda estrangeira, estimulando a compra de imóveis compactos voltados para residência temporária ou investimento.
Luccas Isnard, CEO da Vizu Imobiliária, informou que a infraestrutura do bairro, com serviços, gastronomia e a possibilidade de realizar atividades a pé, atrai profissionais que buscam conciliar trabalho remoto e qualidade de vida. Segundo Isnard, o câmbio altera a percepção de valor, tornando imóveis caros para brasileiros competitivos para quem recebe em dólar, euro ou libra esterlina.
A tendência reflete-se nos números. Um levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio) com a Brain Inteligência Estratégica apurou crescimento de 294% na média anual de unidades residenciais lançadas entre os triênios 2019/2021 e 2022/2024. A média saltou de 63 para 214 unidades por ano. Em 2024, Ipanema lançou 254 unidades, superando as 89 do Leblon.
A gestora Opportunity prepara cinco projetos no Rio, totalizando 181 unidades com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 280 milhões. Dois empreendimentos na Rua Barão de Jaguaripe somam 44 apartamentos e R$ 80 milhões em VGV, com lançamento em setembro. Marcelo Naidich, gestor do Opportunity Imobiliário, disse que 95% das unidades de 11 projetos lançados desde 2024, que somam quase R$ 1 bilhão em VGV, já foram vendidas.
Outras movimentações incluem o Garcya Praia Studios, das construtoras Safira e Balassiano, com 101 unidades vendidas em 48 horas. A Piimo projeta 45 unidades na Rua Barão de Jaguaripe com VGV de R$ 82 milhões. Já a Balassiano prepara o Parque Studios, na Rua Visconde de Pirajá, com 67 unidades e VGV estimado em R$ 150 milhões, projeto que acompanha a revitalização do Jardim de Alah.


