Uma pesquisa Quaest realizada entre 30 de agosto e 1º de setembro indica que 37% dos eleitores afirmam querer votar menos em candidatos que faltam a debates. O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-07065/2026, ouviu mais de 2 mil pessoas em todo o país com margem de erro de dois pontos.
A ausência em debates impacta principalmente os eleitores independentes, que não se definem entre esquerda e direita. Nesse grupo, 45% disseram querer votar menos em candidatos ausentes, enquanto 50% afirmaram que as faltas não influenciam a decisão de voto, números que se equivalem considerando a margem de erro.
O estudo aponta que mulheres e pessoas com ensino superior são mais afetadas negativamente. No eleitorado feminino, 39% rejeitam quem falta aos encontros, contra 35% entre os homens. Entre os eleitores com ensino superior, 43% afirmam que a ausência impacta negativamente, enquanto 55% dizem que não afeta.
A faixa etária entre 16 e 34 anos também apresenta maior rejeição, com 46% dos entrevistados querendo votar menos em candidatos ausentes. Já no grupo acima de 60 anos, a tendência se inverte: 63% afirmam que as faltas não afetam o voto e apenas 27% relatam impacto negativo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) faltaram ao primeiro debate entre presidenciáveis, realizado em agosto, e não confirmaram presença no encontro do dia 14. Segundo a Quaest, lulistas e bolsonaristas tendem a ser menos afetados por essas ausências.
Em levantamento paralelo de intenções de voto, Lula aparece com 37% e Flávio Bolsonaro com 31%. Augusto Cury (Avante) ocupa a terceira posição com 10%, registrando seu melhor desempenho entre jovens de 16 a 34 anos, onde detém 14% das intenções de voto.


