O porta-voz econômico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dario Durigan, afirmou, em debate na noite desta terça-feira (1), que é necessário ampliar o ajuste fiscal. O governo projeta uma trajetória de superávit de 0,5% no próximo ano, 1% em 2028 e 1,5% em 2029.
Durigan alegou que a gestão recebeu em 2022 um orçamento “fake” para o ano seguinte, o que exigiu a construção de um novo caminho para a sustentabilidade das contas públicas. Segundo ele, a trajetória projetada para os próximos anos já foi apresentada ao Congresso Nacional.
O porta-voz defendeu que a equipe econômica trabalha com equilíbrio e que as medidas são implementadas com gradualidade, diferentemente de governos anteriores. O debate ocorreu com a participação de Daniella Marques, coordenadora de economia do candidato Flávio Bolsonaro, e Roberto Brant, coordenador do plano de governo de Ronaldo Caiado.
Sobre a política monetária, Durigan classificou a atual taxa de juros como “descalibrada” e um problema para o País. Ele explicou que existe relação entre os juros e as despesas obrigatórias, mas que o compromisso atual é reduzir o impulso fiscal entre 2024 e 2026 para sanear o orçamento.
O representante da campanha defendeu a continuidade da revisão de benefícios tributários sob critérios de previsibilidade e estabilidade institucional. Ele afirmou que o governo fará a sua parte com equilíbrio fiscal para enfrentar o déficit público.
Quanto à inflação, Durigan disse que o indicador está sob controle, apesar de estar próximo ao teto da meta. Ele comparou o cenário atual, com inflação abaixo de 4,50%, ao ano de 2022, quando o índice atingiu dois dígitos durante o governo anterior.


