O ministro Edson Fachin suspendeu a sessão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (9). O cancelamento ocorre em meio a uma crise interna na Corte, que se intensificou após a decisão do ministro Flávio Dino de reintegrar Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal (PF).
A medida de Fachin acontece no mesmo dia em que Dino reverteu o afastamento de Rodrigues, que havia sido determinado pelo ministro André Mendonça. A instabilidade no tribunal, que começou com um embate entre Mendonça e Alexandre de Moraes, expandiu-se para outros membros da Corte e atingiu a cúpula da PF.
Servidores antigos do tribunal informaram que não recordam de suspensão de sessão por motivos semelhantes nos últimos anos. A apuração indica que o último precedente ocorreu em abril de 2009, quando o plenário foi cancelado após um conflito público entre Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, então presidente da Corte.
Na ocasião de 17 anos atrás, os ministros realizaram uma reunião a portas fechadas no dia seguinte ao confronto antes de suspenderem as atividades do plenário. Outros cancelamentos registrados no período foram motivados por questões de calendário ou organização administrativa.
O episódio desta quarta-feira é considerado atípico por ter sido motivado por uma crise aberta entre os integrantes do Supremo.


