A escolha de procedimentos de harmonização facial deve considerar as transformações nas camadas da face e não apenas a idade do paciente, segundo especialistas. Fatores como genética, exposição solar e hábitos de vida influenciam a escolha dos métodos, que variam desde a prevenção aos 20 anos até a reestruturação da base facial após os 50.
Na faixa dos 20 anos, a prioridade é a saúde da pele e a preservação de características naturais. A cirurgiã plástica Larissa Fabbri Prioli, professora da UNIFESP, afirma que a fase deve focar na prevenção e no refinamento de traços, sem intervir na estrutura facial.
A partir dos 30 anos, surgem as primeiras linhas de expressão devido à redução de colágeno. Simone Lime, professora do Instituto Orofacial das Américas, explica que tratamentos para qualidade da pele e controle muscular passam a ser considerados. A cirurgiã plástica Alessandra Martinelli alerta que o erro comum nessa etapa é transformar a prevenção em excesso de preenchimentos.
Aos 40 anos, o envelhecimento envolve gordura, musculatura e estruturas de sustentação. Martinelli afirma que tentar corrigir todas as marcas apenas com volume é um equívoco, pois o tratamento precisa considerar o conjunto de ligamentos e a estrutura óssea. Prioli aponta que a reabsorção óssea leve e a perda de volume em coxins de gordura demandam procedimentos de sustentação.
Para pacientes com 50 anos ou mais, a avaliação exige maior cautela devido à flacidez marcante e rugas estáticas profundas. Prioli explica que a harmonização atua reestruturando a base da face, muitas vezes integrada a cirurgias. Martinelli orienta que preenchimentos isolados podem não reproduzir o efeito de um rejuvenescimento completo.
O uso exagerado de produtos pode modificar as proporções do rosto, tornando-o pesado, alargado ou edemaciado, segundo Lime. A especialista ressalta que pacientes mais velhos podem se beneficiar dos tratamentos, desde que haja avaliação de saúde, histórico de doenças autoimunes e análise de medicamentos em uso.


