O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, adiou a reunião prevista para esta quarta-feira (9) com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O encontro, que reuniria o presidente nacional da entidade, Beto Simonetti, e a diretoria da instituição, trataria da crise institucional que envolve a Corte.
A decisão ocorre enquanto o tribunal lida com divergências entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, além de discussões sobre a condução das investigações do caso Banco Master. Fachin assumiu a gestão dos próximos passos desse processo.
O ministro determinou o prazo de cinco dias úteis para que Mendonça, Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) apresentem informações sobre as alegações do caso. Até o momento, não foi marcada nova data para a reunião com a OAB.
A entidade tem pressionado o tribunal por transparência. Em fevereiro, a diretoria nacional e presidentes de seccionais estaduais enviaram um ofício solicitando o encerramento do inquérito das fake news, que tramita no STF desde 2019. A OAB de Minas Gerais também solicitou investigação rigorosa e independente sobre os fatos do Banco Master.
Gustavo Chalfun, presidente da seccional mineira, afirmou que levaria ao ministro a posição da entidade pela apuração das circunstâncias e eventual responsabilização de envolvidos. A movimentação ocorre em um período de crescente pressão por esclarecimentos sobre episódios envolvendo ministros.
Na última sexta-feira (4), Fachin declarou que a resposta do STF à crise será firme, proporcional e rigorosa. O presidente da Corte afirmou que não haverá precipitação nem omissão, defendendo que o encerramento do inquérito das fake news é uma das prioridades de sua gestão.
Em pronunciamento anterior, o ministro afirmou que nenhuma autoridade está acima da Constituição e que nenhum Poder está acima da lei.


