O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defendeu nesta sexta-feira (4), em evento no Palácio do Planalto ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a adoção de um código de ética para a Corte e o encerramento do Inquérito das Fake News, instaurado em 2019.
As declarações ocorrem após o vazamento de mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, ao ministro Alexandre de Moraes. Fachin afirmou que a resposta constitucional será firme, proporcional e rigorosa, alegando que os fatos revelados sobre a relação entre o banqueiro, Moraes e outras autoridades estão sendo apurados.
O chefe do Judiciário listou a implementação do código de ética, o fim do inquérito e a modernização do sistema de justiça como metas urgentes de sua gestão. Segundo o ministro, a gravidade dos fatos não autoriza atalhos e as instituições da República precisam ser preservadas, especialmente em momentos de tensão.
Em decisão anterior, Fachin retirou do Inquérito das Fake News o pedido de Alexandre de Moraes para investigar o ministro André Mendonça, relator de processos do Banco Master. A ação contra Mendonça foi transferida para o processo geral de investigação do caso Master.
O presidente do STF estipulou o prazo de cinco dias úteis para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, além de Moraes e Mendonça, se manifestem. Gonet também foi citado nas mensagens de Vorcaro.


