A família do biólogo João Vaz da Silva, conhecido como João Planta, cobra respostas das autoridades sobre as investigações de seu desaparecimento, ocorrido em 7 de dezembro de 2025, em Alto Paraíso de Goiás. O jovem sumiu após ser chamado por dois homens em sua residência para ajudar a desatolar um veículo.
A mãe de João, Marli Albino da Silva Carneiro, afirmou que não recebeu informações concretas sobre o paradeiro do filho. Ela contestou a versão de que o biólogo teria ido para Brasília em um ônibus e declarou acreditar que as autoridades não estão dedicando a atenção necessária ao caso.
A defesa, formada por quatro advogadas, identificou lacunas no inquérito. O grupo questiona por que pessoas envolvidas em uma tentativa de homicídio sofrida por João em 2024, após briga entre vizinhos, não foram ouvidas. As advogadas também apontam contradições no depoimento de um homem que negou conhecer o biólogo, apesar de morar próximo à sua casa.
Outro ponto de questionamento é a falta de acesso ao conteúdo de uma quebra de sigilo telefônico solicitada pela família. Segundo a defesa, consta no inquérito uma mensagem de alguém que morava com João perguntando a um suspeito onde o biólogo havia sido deixado, mas não está claro por que tal indivíduo foi afastado da investigação.
Diante do impasse, o grupo jurídico iniciou um abaixo-assinado com a meta de 10 mil assinaturas para propor mudanças no tratamento de casos de desaparecidos no Congresso Nacional. As propostas incluem a aceleração de quebras de sigilo, cruzamento de dados e a ampliação de ferramentas de identificação de corpos não identificados.
João é natural de Porangatu e vivia em Alto Paraíso. A Polícia Civil de Goiás foi procurada para informar sobre as diligências realizadas e a existência de suspeitos, mas não respondeu até o fechamento da apuração.


