Um filiado do Partido Renovação Trabalhista Brasileiro (PRTB) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na última segunda-feira (7), a prisão e o afastamento do presidente nacional da legenda, Leonardo Alves de Araújo, conhecido como Leonardo Avalanche. A petição aponta irregularidades no uso do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) nas eleições de 2026.
O pedido, apresentado por Bruno Marinho Barcellos, está sob relatoria do ministro Nunes Marques. O documento cita movimentações suspeitas em parte dos R$ 3,3 milhões destinados ao partido. Entre os repasses questionados estão R$ 350 mil para uma primeira suplente ao Senado no Espírito Santo e R$ 298,5 mil para um suplente no Rio de Janeiro.
Sobre a candidata do Espírito Santo, a petição menciona uma decisão judicial de maio deste ano que indicava que a mulher estava desempregada e sobrevivia da venda de bolos e salgados. O autor da ação afirma que os suplentes não realizam atos de campanha.
A petição aponta ainda a concentração de R$ 1,15 milhão, cerca de 35% do total do Fundo Eleitoral da sigla, em três empresas de advocacia, consultoria e contabilidade ligadas entre si. Uma dessas firmas teria recebido R$ 400 mil, apesar de ter sido aberta em julho deste ano com capital social de R$ mil.
O filiado requer a suspensão do acesso de Avalanche aos recursos do fundo, o bloqueio dos valores enviados às empresas e o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral de São Paulo para apurar crimes de peculato e organização criminosa. O texto pede o afastamento do dirigente da presidência por seis meses e a prisão dos envolvidos.
Leonardo Avalanche disse que vai se manifestar sobre as acusações. Ele alegou ser alvo de perseguição de adversários internos no PRTB. A legenda disputa nestas eleições o governo do Maranhão e duas vagas ao Senado, nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.


