A Fiscalía Europeia informou que Víctor de Aldama e outros empresários desviaram, presuntamente, 27,9 milhões de euros de empresas de hidrocarburos entre 2022 e 2024. O dinheiro teria sido transferido para Portugal com o objetivo de ser branqueado por meio de empresas de fachada sediadas no país.
A instituição, que tem a função de fiscalizar a aplicação dos fundos da União Europeia, baseou as revelações em informações recebidas das autoridades portuguesas. A apuração começou após a detecção de transferências bancárias consideradas suspeitas no território luso.
Os dados colhidos nas pesquisas em Portugal foram encaminhados ao juiz Santiago Pedraz, da Audiência Nacional. O magistrado conduz o processo conhecido como caso hidrocarburos na Espanha.
As investigações indicam que o esquema de desvio e lavagem de capitais ocorreu durante um período de dois anos, utilizando a estrutura de companhias fictícias para ocultar a origem dos recursos financeiros.
A Fiscalía Europeia formalizou a entrada no caso ao compartilhar as evidências obtidas na cooperação internacional, detalhando o fluxo do dinheiro proveniente do setor de combustíveis.


