O Flamengo avalia levar o caso do atacante Gonzalo Plata à FIFA após o Dínamo Moscou desistir da contratação do jogador. O negócio, estimado em 10 milhões de euros (cerca de R$ 60,1 milhões), foi interrompido após a avaliação médica do atleta na Rússia, decisão contestada pela diretoria rubro-negra.
O clube russo informou que Plata não atendeu aos parâmetros médicos devido a uma tendinite no joelho direito. A lesão havia afastado o jogador de duas partidas do Campeonato Brasileiro em julho. O Flamengo sustenta que o atleta atuava normalmente antes da viagem e classificou a conduta do Dínamo como “amadorismo e irresponsabilidade” em comunicado oficial.
A apuração indica que o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, celebrou a venda durante reunião do Conselho de Administração na segunda-feira (31), um dia antes da desistência russa. Na ocasião, o dirigente afirmou estar feliz com a saída do jogador e mencionou que o clube não precisaria mais monitorar a rotina noturna do atleta no Rio de Janeiro.
O departamento jurídico do Flamengo agora analisa se a interrupção do negócio causou prejuízos financeiros e se há base contratual para cobrar compensação. A possibilidade de acionar a Câmara de Status do Jogador da FIFA é estudada para verificar se o Dínamo tinha respaldo para romper o acordo após os exames.
O Dínamo Moscou alterou a justificativa inicial em novo comunicado. O clube russo deixou de citar especificamente os exames médicos e afirmou ter desistido de contratar Plata e Matheus Martins, do Botafogo, por uma “série de motivos” ligados aos interesses de longo prazo da equipe.
O Botafogo também contestou o diagnóstico de Matheus Martins. O atacante afirmou ter ficado surpreso com a decisão, já que disputou 38 partidas na temporada, incluindo um jogo menos de dez dias antes da viagem à Rússia. Plata retorna ao Rio de Janeiro e será reintegrado ao elenco do Flamengo.


