O candidato à Presidência da República pelo Partido Democrata, Wilson Grassi, percorreu 42 quilômetros ao redor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, nesta quarta-feira (2), em protesto contra a suspensão de suas redes sociais, do acesso a verbas de campanha e da participação em debates.
A ação responde a uma decisão do ministro Dias Toffoli, que determinou o bloqueio dos perfis de Grassi no Instagram e Facebook, além de suspender os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). O candidato completou o primeiro percurso em cerca de seis horas e afirmou que repetirá a maratona diariamente até que a medida seja revertida.
Grassi classificou a decisão como “censura” e afirmou que o tribunal “matou” sua candidatura. Segundo o político, a suspensão ocorreu porque ele publicou conteúdo em sua conta pessoal em vez da profissional, erro que, segundo ele, teria sido cometido por outros 3 mil candidatos que não foram punidos.
O candidato descreveu a iniciativa como uma corrida pela liberdade e pela democracia, definindo o ato como um símbolo de resistência contra a tentativa de silenciar sua candidatura.
A suspensão ocorreu na segunda-feira (31 de agosto). O ministro Dias Toffoli aplicou o mesmo entendimento utilizado no caso do candidato Renan Santos, considerando que ambos prestaram informações erradas sobre os perfis oficiais nas redes sociais.
No despacho, Toffoli afirmou que Grassi informou sobre seus oito perfis nas redes sociais 17 dias após o requerimento de registro da campanha. O ministro ressaltou que o perfil oficial no Instagram, com 156 mil seguidores, já divulgava conteúdo eleitoral antes da comunicação ao TSE.


