O senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, classificou como “interferência política” a operação da Polícia Federal contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP), realizada nesta quinta-feira (10). A ação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga o financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante compromisso de campanha em Boa Vista (RR), Flávio Bolsonaro afirmou que a produção do filme “Dark Horse” não utilizou dinheiro público. O senador declarou que a medida do ministro do STF representa uma tentativa de influenciar o processo eleitoral.
A Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A operação também atingiu Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment.
As investigações apuram o envio de R$ 645,4 mil do deputado Mario Frias à Go Up. Além disso, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Gama, recebeu R$ 2 milhões por meio de duas emendas parlamentares destinadas pelo deputado.
Flávio Dino afirmou que existem fortes indícios de uma organização criminosa estruturada para captar, disseminar e ocultar recursos de verbas públicas.
O gabinete de Mario Frias e a defesa da Go Up Entertainment não responderam aos pedidos de manifestação sobre a operação até a publicação desta matéria.


