O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (1) que sua função no filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, limitou-se a captar investimentos e ceder o direito de imagem. O senador evitou dar detalhes sobre repasses financeiros feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro à produção.
A declaração ocorreu após Flávio Bolsonaro presidir sessão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Questionado por jornalistas, o parlamentar disse que questões técnicas sobre os recursos devem ser respondidas pela produtora, alegando não ter condições de falar sobre o tema.
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indica que as informações do senador sobre o financiamento do filme não procedem. Flávio Bolsonaro afirmou que os pagamentos de Daniel Vorcaro terminaram em maio de 2025, mas o documento aponta um repasse de US$ 1,6 milhão em setembro daquele ano.
Com esse novo aporte, o total de recursos enviados pelo banqueiro subiu de US$ 10,6 milhões para US$ 12,3 milhões. O relatório do órgão de controle também aponta evidências de um possível pagamento adicional realizado em outubro de 2025.
A Polícia Federal encontrou registros no celular do banqueiro que não identificam diretamente o receptor, mas investigadores apontam o ministro Alexandre de Moraes como destino de uma solicitação. O ministro André Mendonça levou ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) a análise de mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro.
Flávio Bolsonaro também falou sobre o calendário eleitoral. O senador declarou que só participará de debates presidenciais que contem com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

