O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (10) que sua defesa solicitará ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a investigação do ministro Flávio Dino. O pedido baseia-se em uma suposta articulação política para prejudicar sua candidatura, segundo o senador.
A declaração ocorreu durante transmissão ao vivo nas redes sociais, horas após a Polícia Federal deflagrar operação com 49 mandados em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A ação, conduzida por Dino, apura desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, falsidade documental e organização criminosa no financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Entre os alvos estão o deputado Mario Frias (PL-SP) e Karina Gama, proprietária da produtora Go Up.
Flávio Bolsonaro, que não é alvo desta operação, classificou a medida como tentativa de interferência política nas eleições. Ele negou a utilização de dinheiro público na produção do filme e afirmou que a investigação terá impacto zero em sua campanha. O senador argumentou que Dino é suspeito para tomar decisões sobre o caso.
O candidato relacionou a operação a uma reunião ocorrida no dia 2 de setembro entre o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Segundo Flávio, a ação teria sido combinada entre os parlamentares e o ministro Dino, embora não tenha apresentado provas da articulação ou do conteúdo da conversa.
O senador também questionou a imparcialidade de Dino ao investigar emendas parlamentares, afirmando que o ministro não demonstra a mesma disposição para autorizar investigações contra outros membros do Supremo.
A ofensiva ocorre durante crise no STF motivada por investigações sobre o Banco Master. Na quarta-feira (9), Fachin suspendeu decisões de Mendonça e Dino sobre a chefia da Polícia Federal e convocou sessão extraordinária do plenário para a próxima terça-feira (16) para discutir a questão.


