O fundo imobiliário CPLG11, gerido pela Capitânia, assinou um Memorando de Entendimentos para vender três ativos logísticos por R$ 958,6 milhões. A transação envolve imóveis em São Bernardo do Campo, Jacareí e São José dos Pinhais, que somam 182.475 metros quadrados de área bruta locável e estão totalmente locados.
A gestora estima que o negócio gere um resultado de R$ 121,2 milhões, o que representa R$ 2,15 por cota. A taxa interna de retorno (TIR) é projetada em 43,6% ao ano. Se concretizada nos termos acordados, a operação deve elevar a cota patrimonial do fundo em aproximadamente 20,08%.
O pagamento será feito em duas fases. No fechamento, seriam pagos R$ 671 milhões, correspondentes a 70% do total. O saldo de R$ 287,6 milhões seria quitado em até 12 meses, condicionado ao cumprimento de exigências de cada imóvel, com correção pelo IPCA e juros de 6% ao ano.
A venda depende de diligências do comprador, assinatura de documentos definitivos e aprovações de administradores e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Capitânia informou que a alienação é mais vantajosa para os cotistas do que manter os projetos em desenvolvimento diante dos níveis atuais de juros.
Entre os ativos, o CPLG Meli Jacareí, locado ao Mercado Livre, é a maior parte do negócio, com 111.433 m² de área e 9,54% de avanço nas obras. O CPLG Amazon SJP, em São José dos Pinhais, é ocupado pela Amazon e possui 34,86% de execução da construção. Já o CPLG Meli Imigrantes, em São Bernardo do Campo, também locado ao Mercado Livre, está concluído e em operação.
A operação encerra o segundo ciclo de investimento do CPLG11. Em menos de três anos, o fundo vendeu sete ativos, totalizando R$ 1,70 bilhão em desinvestimentos e R$ 223,1 milhões em ganho de capital, incluindo a atual negociação.


