O goleiro Paulo Vitor, do Atlético-GO, relatou ter sido vítima de injúria racial durante a partida contra o Juventude, disputada na noite deste sábado (5), no Estádio Alfredo Jaconi. Um torcedor teria chamado o atleta de “macaco” nos minutos finais do jogo, após uma disputa de bola dentro da área.
O gerente executivo do clube goiano, Junior Murtosa, informou que o jogador comunicou o ocorrido imediatamente à arbitragem. O árbitro Ramon Abatti Abel registrou o episódio na súmula e acionou o policiamento do estádio. Durante a ação, foi realizado o gesto utilizado para indicar casos de racismo em partidas.
Após o apito final, a situação gerou um princípio de confusão no gramado. Paulo Vitor demonstrou revolta com o insulto, enquanto jogadores do Juventude tentaram conter os ânimos. A intervenção dos policiais presentes no local controlou a situação.
O policiamento registrou o relato do goleiro e analisa imagens das câmeras de segurança do Alfredo Jaconi para identificar o responsável. Segundo Murtosa, o estádio possui equipamentos que auxiliam na identificação do torcedor. Um boletim de ocorrência foi lavrado.
O Atlético-GO informou que acompanha a investigação e as medidas adotadas pelas autoridades e órgãos esportivos. O dirigente mencionou que o futebol goiano já teve casos semelhantes, como em 2022, quando o ex-atleta Fellipe Bastos, do Goiás, denunciou insulto racial em clássico contra o Atlético-GO.
Murtosa declarou que o impacto do insulto ultrapassa o ambiente esportivo e que a situação é inadmissível. O dirigente acompanhou o goleiro até o policiamento para o registro formal do caso após o término do jogo.


