O governo de Ricardo Couto reteve os pagamentos devidos ao Consórcio Central da Cidadania após uma auditoria identificar irregularidades no contrato de administração de unidades do Programa Poupa Tempo. A medida afeta a gestão dos postos de atendimento localizados em Bangu, Duque de Caxias e São João de Meriti.
O Programa Poupa Tempo concentra diversos serviços públicos em um único local para facilitar o acesso do cidadão. A fiscalização realizada pelo governo estadual apontou falhas na execução do contrato firmado com a empresa responsável por operar as três unidades mencionadas.
A apuração indica que Mauro Farias, ex-secretário de Transformação Digital, era sócio do consórcio até agosto do ano passado.
Farias é mencionado no processo por ter sido proprietário de uma cobertura de R$ 3,5 milhões, imóvel onde residiu o ex-governador Cláudio Castro.
O governo do Rio não detalhou a natureza específica das irregularidades encontradas na auditoria, mas confirmou a retenção dos valores destinados ao Consórcio Central da Cidadania.

