O governo federal enviou ao Congresso Nacional a proposta de Orçamento da União para 2027, que prevê despesas totais de R$ 7,45 trilhões. O projeto estabelece o salário mínimo em R$ 1.741 e projeta um crescimento da economia de 2,46%, com inflação estimada em 3,6% para o período.
Do montante total, R$ 5,12 trilhões estão destinados ao Orçamento Fiscal, R$ 2,12 trilhões à Seguridade Social e R$ 209,25 bilhões aos investimentos de empresas estatais. As despesas primárias somam R$ 3,42 trilhões, sendo que 92% desse valor é composto por gastos obrigatórios. Entre os principais compromissos estão R$ 1,22 trilhão para benefícios previdenciários e R$ 474,08 bilhões para pessoal.
A Previdência Social detém a maior dotação entre os ministérios, com R$ 1,24 trilhão. O Bolsa Família terá R$ 155,8 bilhões para atender 19,8 milhões de famílias, enquanto o Gás do Povo receberá R$ 7,6 bilhões para beneficiar 15,4 milhões de famílias de baixa renda. Na saúde, R$ 287,87 bilhões serão destinados, com R$ 53,61 bilhões focados em atenção primária e especializada.
O Novo PAC contará com R$ 102,1 bilhões dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, além de R$ 94,96 bilhões de estatais. O planejamento inclui R$ 8,25 bilhões para o Minha Casa, Minha Vida e R$ 1,19 bilhão para transporte coletivo urbano. O texto reserva ainda R$ 44,7 bilhões para emendas parlamentares impositivas.
A meta fiscal para 2027 é de superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o que equivale a R$ 73,2 bilhões. O governo estima um resultado positivo de R$ 18,6 bilhões antes de compensações, que devem chegar a R$ 64,6 bilhões, principalmente por precatórios, totalizando R$ 83,4 bilhões ou 0,56% do PIB.
A proposta inclui a arrecadação de R$ 636,8 bilhões via Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e R$ 42 bilhões com o Imposto Seletivo. O projeto segue agora para análise da Comissão Mista de Orçamento e posterior votação no Plenário do Congresso.


