O ministro do Empreendedorismo, Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, Paulo Pereira, afirmou nesta terça-feira (1º) que o governo trabalhará nos próximos anos para ampliar a participação de pequenos negócios no Open Finance. O objetivo é melhorar o acesso desse segmento ao crédito e reduzir a dependência de instituições financeiras específicas.
A declaração ocorreu durante a primeira edição do Zetta Summit. Pereira disse que o volume de pessoas jurídicas no Open Finance ainda é baixo se comparado ao total de micro e pequenas empresas no país, e afirmou que é preciso qualificar a relação desses empreendedores com o crédito.
Para o ministro, a prioridade deve ser aumentar a quantidade e a qualidade das informações disponíveis sobre os empreendedores. Ele explicou que a entrada de novos participantes no sistema financeiro e os avanços tecnológicos já ampliaram o acesso a serviços, mas a próxima etapa consiste em melhorar a qualidade do crédito oferecido.
Pereira citou o ProCred 360 como exemplo de política pública para quem tem dificuldade em oferecer garantias na contratação de empréstimos. Segundo ele, sem mecanismos públicos de garantia, parte dos empresários pode ficar fora do mercado ou recorrer a linhas que levem ao endividamento.
O ministro também defendeu que informações de compras públicas sejam usadas na avaliação de crédito. Ele mencionou o Contrata+Brasil, programa que amplia a participação de microempreendedores individuais em contratações do governo. Uma plataforma de compras poderia gerar histórico de receitas e recebíveis para o mercado financeiro analisar a capacidade de pagamento.
O Zetta Summit reúne executivos, reguladores e investidores para debater a inovação financeira no Brasil. O evento conta com a presença de Ailton de Aquino, diretor do Banco Central (BC), Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, e Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento.


