O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou 133 reuniões para tratar do El Niño entre maio e 20 de agosto de 2026. Os encontros fazem parte de uma estratégia de prevenção e mitigação dos efeitos do fenômeno, que incluiu o lançamento de um plano de R$ 1,3 bilhão no dia 29 de julho.
O volume de reuniões sobre o tema neste ano é 7,3 vezes superior ao registrado nos três primeiros anos do terceiro mandato de Lula. A intensificação do fenômeno entre 2026 e 2027 motivou o aumento da agenda. Os dados foram levantados com base na Agenda Transparente, da plataforma Fiquem Sabendo, considerando compromissos públicos com o termo El Niño no título.
No Centro-Oeste, 399 cidades estão sob alerta de incêndios florestais, sendo 23 em alerta vermelho, 154 em laranja e 222 em amarelo. O governo informou que os meses de setembro e outubro devem concentrar o maior risco de fogo na região. O fenômeno também pode provocar escassez de água no Norte e Sudeste, além de chuvas intensas no Sul.
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) foi o órgão com maior atividade, somando 20 encontros. As pautas incluíram a navegabilidade no rio Madeira, na bacia do Amazonas, e os impactos no Norte e Nordeste. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática ficou em segundo lugar, com painéis sobre ondas de calor e saúde.
Embora o presidente tenha convocado representantes de 24 ministérios em 29 de julho, a maioria dos encontros foi conduzida por secretários e diretores. Funcionários da Casa Civil, da ANA e da Presidência da República figuram entre os três participantes mais frequentes nas agendas.
O pacote de R$ 1,335 bilhão para enfrentar o fenômeno divide os recursos em diferentes frentes. A maior fatia, R$ 850 milhões, será usada para comprar 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz. Outros R$ 337 milhões foram destinados ao combate a incêndios florestais.
O plano prevê ainda R$ 65 milhões para a aquisição de 350 mil cestas de alimentos e R$ 45 milhões para a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (ForSUS) e Centros de Informação em Saúde e Clima. O monitoramento do nível dos rios receberá R$ 25 milhões, enquanto o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) terá R$ 13 milhões para agricultores do Norte.


