O 32º Grito dos Excluídos promoveu manifestações em 63 cidades de 24 Estados e no Distrito Federal nesta segunda-feira (7). Os atos, realizados paralelamente às celebrações oficiais do 7 de Setembro, focaram a denúncia contra a violência de gênero e o crescimento dos casos de feminicídio no Brasil.
Na capital paulista, a mobilização aconteceu na Praça da Sé. O grupo direcionou críticas ao governador Tarcísio de Freitas e ao prefeito Ricardo Nunes, apontando cortes e atrasos no repasse de verbas destinadas a serviços de proteção para mulheres.
A cobrança ocorre após o Estado de São Paulo registrar 141 casos de feminicídio no primeiro semestre de 2026. O volume é o maior desde que a série histórica começou a ser contabilizada.
Participaram do ato em São Paulo a deputada federal Juliana Cardoso, o deputado estadual Eduardo Suplicy e o ex-ministro Paulo Teixeira, todos do PT. A organização reuniu entidades e movimentos sociais de diferentes grupos.
A pauta das manifestações incluiu pedidos pelo fim da escala 6×1 e da terceirização da mão de obra. Os manifestantes também se posicionaram contra a privatização de serviços essenciais e a violência policial.
Os participantes pediram a ampliação de políticas públicas voltadas a pessoas em situação de alta vulnerabilidade social.


