O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a perfurar três novos poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, no Amapá. A decisão foi assinada nesta quinta-feira (3) pelo presidente do órgão, Jair Schmitt, após a estatal confirmar a presença de petróleo no poço Morpho.
A descoberta ocorreu em uma área situada a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. Para avançar com as novas perfurações nas adjacências, a Petrobras reservou investimentos de US$ 2,5 bilhões entre 2026 e 2030 para a Margem Equatorial, região considerada a nova fronteira de exploração petrolífera no Brasil.
A autorização impõe a implementação de planos de controle de espécies exóticas, monitoramento ambiental e projetos de educação e comunicação social. A estatal, que pagou R$ 163.241 pela emissão da licença, está proibida de descartar no mar cascalhos provenientes da perfuração da fase reservatório ou de áreas onde a presença de óleo foi confirmada.
No campo da fauna, a empresa deverá disponibilizar estrutura nos Centros de Atendimento à Fauna para a reabilitação de peixes-bois do Pará e do Amapá. O acordo prevê a translocação de animais selecionados para recintos de aclimatação e o acompanhamento após a soltura.
A Margem Equatorial estende-se por 2.200 quilômetros da costa brasileira, do Rio Grande do Norte ao Amapá, seguindo até a Guiana. Atualmente, apenas a Bacia Potiguar, entre as cinco bacias da região, possui exploração ativa. Países vizinhos como Guiana e Suriname também registraram reservas significativas recentemente.
A busca por novas reservas ocorre enquanto o país monitora o ciclo do pré-sal, cujas descobertas em 2006 elevaram a produção nacional. A estimativa é que o pico de extração nessa área ocorra entre 2034 e 2035, tornando novas descobertas essenciais para a continuidade da atividade petrolífera.


