A produção industrial brasileira avançou 0,2% em julho em comparação a junho, interrompendo dois meses consecutivos de queda. No entanto, o resultado divulgado nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não foi suficiente para recuperar a retração de 2,6% acumulada entre maio e junho.
A média móvel trimestral do setor recuou 0,8% no período encerrado em julho, intensificando a perda de 0,5% registrada no mês anterior. Na comparação anual com julho de 2025, a indústria apresentou queda de 0,5%, com recuo em 12 dos 25 ramos pesquisados.
Treze dos 25 setores industriais analisados registraram aumento na passagem de junho para julho. O segmento de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos liderou a alta com 12,2%, após dois meses de queda. Outros avanços foram notados em equipamentos de transporte (11,2%), produtos do fumo (11,1%) e confecção de vestuário (2,6%).
No lado oposto, as indústrias extrativas caíram 1%, registrando a terceira queda consecutiva e acumulando perda de 4,1%. Também recuaram os setores de impressão e reprodução de gravações, com baixa de 17,2%, produtos diversos (-9%), metalurgia (-1,4%) e produtos químicos (-0,8%).
Apesar da instabilidade recente, a produção industrial ainda mantém alta de 1,1% no acumulado de janeiro a julho. No período de 12 meses, o avanço é de 0,6%. Entre janeiro e abril, a atividade havia crescido 4,4%.


