Os investimentos globais em data centers para inteligência artificial devem somar US$ 31,6 trilhões (R$ 162,98 trilhões) até 2050, conforme o 1º Global Data Center Outlook, divulgado nesta quarta-feira (2). O levantamento da consultoria PwC, feito com a Oxford Economics, analisou dados de 46 países e territórios.
Os Estados Unidos devem concentrar a maior fatia dos aportes, com US$ 15,1 trilhões (R$ 77,88 trilhões), o que representa quase metade do total estimado. A Ásia-Pacífico deve receber US$ 8,2 trilhões e a Europa, US$ 5,6 trilhões. O Oriente Médio e a África terão, respectivamente, US$ 1,1 trilhão e US$ 255 bilhões, com China e Índia exercendo papel relevante na demanda.
A PwC estima que os gastos anuais com data centers subam de US$ 800 bilhões em 2026 para US$ 1,1 trilhão em 2030, atingindo US$ 1,8 trilhão em 2050. Em um cenário mais otimista, os aportes globais podem chegar a US$ 50 trilhões.
A maior parte dos recursos será destinada a servidores, sistemas de armazenamento, redes e unidades de processamento gráfico (GPUs). Segundo os pesquisadores, a infraestrutura de IA exige a substituição de equipamentos a cada quatro ou seis anos, diferindo de ciclos de investimentos tradicionais.
A expansão encontra barreiras locais. O Data Center Watch informou que ao menos 75 projetos, avaliados em US$ 130 bilhões, foram adiados ou bloqueados nos três primeiros meses de 2026 devido à oposição de comunidades.
A consultoria aponta que a oferta de semicondutores, a soberania de dados e a energia elétrica são os fatores decisivos para a definição dos locais onde os investimentos serão concentrados.


