O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) confirmou, nesta segunda-feira (31), a condenação de um homem a 13 anos e quatro meses de prisão por estupro e agressão contra uma jovem de 18 anos. O crime ocorreu no dia 6 de dezembro de 2024, no município de Coité do Nóia, região do Agreste alagoano.
A vítima foi levada pelo agressor para uma chácara da família, no povoado Poção, zona rural da cidade. Segundo as investigações, a jovem foi dopada, estuprada e espancada. Horas depois, o homem a levou a uma unidade de saúde, onde ela deu entrada desorientada, com traumatismo craniano grave e marcas de sangue no vestido e na região genital.
A mulher permaneceu cinco dias em coma e ficou hospitalizada por 19 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em depoimento à polícia, a vítima afirmou que sua última lembrança antes de perder a consciência foi ter recusado a relação sexual.
Exames toxicológicos identificaram diazepam, fenitoína, haloperidol, nordiazepam e prometazina no sangue da jovem. O Ministério Público de Alagoas (MPAL) informou que uma das substâncias é comumente utilizada em crimes sexuais. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou o estupro mediante violência física e a existência de alterações cognitivas.
Relatório da Secretaria Municipal de Saúde de Craíbas indica que a paciente desenvolveu sequelas neurológicas, motoras e cognitivas. O quadro clínico inclui transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade, síndrome do pânico e depressão. Familiares relataram que a jovem agora necessita de ajuda para tarefas básicas, como tomar banho e segurar um copo.
O condenador permaneceu foragido por sete meses e foi preso em julho de 2026, após se apresentar à Polícia Civil no município de Taquarana. A defesa do homem não foi localizada para comentar a decisão judicial.


