O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja da Silva avaliam que a eleição está sob controle e planejam a divulgação de notícias negativas contra Flávio Bolsonaro (PL) nos últimos 10 dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
A estratégia, defendida pelo marqueteiro Sidônio Palmeira, visa evitar que o candidato tenha tempo para reagir e aguardar o momento em que a substituição da candidatura se torne inviável. No quartel-general do Partido dos Trabalhadores (PT), Lula já menciona a possibilidade de vitória no primeiro turno.
De acordo com a advogada eleitoral Marilda Silveira, a Lei 9.504 de 1997 determina que a substituição de candidatos em caso de desistência deve ser solicitada até 20 dias antes do pleito, exceto em situações de morte. Para as eleições de 2026, o prazo limite é 14 de setembro.
A alteração de uma candidatura presidencial demanda operação logística nacional, pois os Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) alimentam as urnas entre 14 e 29 de setembro. Em Minas Gerais, a data prevista para esse procedimento é 26 de setembro, informou Silveira.
O advogado Alberto Rollo explicou que a desistência pode ocorrer após o prazo de 20 dias, mas, nesse cenário, o nome e a foto do candidato são mantidos e os votos recebidos são considerados nulos. Rollo afirmou que nem o candidato inviabilizado é obrigado a continuar, nem o partido é forçado a anunciar substituto.


