O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu 16 empresários e banqueiros na noite desta segunda-feira, no Palácio da Alvorada, para discutir a economia brasileira. O ponto central do encontro foi a queixa de que o patamar atual da taxa de juros prejudica o crescimento do país.
O jantar foi organizado pelo coordenador de campanha de Lula, Edinho Silva, e pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Participaram representantes de setores como indústria, transportes, agronegócio, saúde e mercado financeiro, incluindo executivos do Itaú Unibanco, Bradesco, JBS e Gerdau. Do lado do governo, estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Bruno Moretti (Planejamento) e Márcio Elias Rosa (Indústria e Comércio), além dos presidentes do BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Segundo um integrante do governo, a convergência de opiniões ocorreu na crítica aos juros. O mercado financeiro avalia que a taxa Selic, fixada em 14% ao ano, permanece alta devido à falta de controle do governo sobre os gastos públicos.
Temas como as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros e a possível votação do fim da escala 6 x 1 no Senado, nesta semana, foram abordados de forma lateral durante a conversa, que ocorreu entre 20h e 22h40.
No encerramento, Lula afirmou que mantém a responsabilidade fiscal à frente do país, mas declarou que ela deve ser conjugada com a responsabilidade social. O presidente também mencionou o programa Nova Indústria Brasil, com o objetivo de promover a reindustrialização do país.

