Uma mãe acusa a polícia de Hampshire e da Ilha de Wight, na Inglaterra, de ter contribuído para a morte do filho, um estudante autista com problema cardíaco, no dia 21 de junho. O jovem teria entrado em pânico e fugido de casa após agentes baterem à porta e gritarem seu nome, sendo encontrado morto cerca de uma hora depois.
A suspeita é de que o jovem tenha sofrido um infarto ou parada cardíaca. Shannon Gurr, mãe da vítima, afirmou que a polícia tinha conhecimento da condição de saúde do filho por meio de uma ficha médica registrada após um acidente de trânsito ocorrido em janeiro, quando ele foi atropelado por um micro-ônibus enquanto usava um patinete elétrico.
Segundo a mãe, os policiais foram à residência para questionar o estudante sobre um suposto tapa em um parque, caso no qual o jovem já teria sido inocentado. Shannon relatou que os agentes foram violentos, batendo em janelas e portas, o que teria desencadeado a reação de fuga do filho, que sofria de TDAH e autismo.
O jovem foi encontrado desmaiado em um beco, a poucos metros da porta dos fundos da casa, onde paramédicos tentaram reanimá-lo. De acordo com a mãe, imagens de câmeras corporais mostram agentes batendo na janela e registram o jovem dentro da casa antes de os aparelhos serem desligados.
A Polícia de Hampshire e da Ilha de Wight informou que realizou uma revisão interna e não encontrou irregularidades, embora os policiais envolvidos tenham recebido treinamento adicional. A corporação declarou que as câmeras foram desligadas seguindo o procedimento padrão e que não havia indicação de que o jovem estivesse na residência no momento.
O Gabinete Independente de Conduta Policial (IOPC) concordou com a conclusão da polícia e determinou que nenhuma ação adicional era necessária. Shannon Gurr informou que planeja apresentar uma queixa formal ao órgão de fiscalização. A causa exata da morte segue sob investigação do legista.


