Priscila de Melo, de 42 anos, tenta recuperar judicialmente a marca Super Alvinho, nome do jogo criado por seu filho, Adriano Álvaro Melo, de 10 anos. A mãe descobriu nesta segunda-feira (7) que outra pessoa registrou o nome junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
O menino, conhecido como Alvinho, desenvolveu o jogo aos sete anos após realizar um curso on-line na Universidade de Harvard. A descoberta do registro indevido ocorreu quando a vereadora Thaís Ferreira, do PSOL, solicitou que uma especialista em marcas realizasse o registro oficial do projeto.
A Mensa Brasil, associação de pessoas com alto QI, comprometeu-se a auxiliar na recuperação da marca. Segundo Priscila, um diretor da entidade informou que a organização já enfrentou processo semelhante anteriormente. O presidente da Mensa Brasil, Julio Campos Filho, convidou o menino para participar de um encontro nacional de crianças e adolescentes superdotados.
O evento, chamado AGzinho, ocorreu entre sábado e segunda-feira em Salvador e Lauro Freitas. Durante a programação, Alvinho apresentou o jogo para outros participantes. Todas as despesas de viagem, hospedagem e alimentação foram custeadas pela associação, que atua no Brasil há 20 anos.
A família enfrenta outras dificuldades. Alvinho e a mãe passaram os últimos meses em abrigos públicos após perderem a residência em Itaboraí devido a um golpe imobiliário. Priscila também trata tuberculose resistente a medicamentos na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).


