Manifestantes participaram, nesta segunda-feira (7), da 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas no centro de São Paulo. Mesmo sob chuva e temperatura de 10°C, o grupo percorreu as ruas entre a Praça da Sé e o Largo São Francisco para reivindicar moradia, reforma agrária e o fim da escala de trabalho 6×1.
A mobilização começou às 7h com a distribuição de 2 mil cafés, bananas, mexericas e água para a população em situação de rua, organizada pela Pastoral do Povo da Rua. O ato político-cultural teve início às 9h, seguido por uma caminhada às 10h que passou pelo Pátio do Colégio, rua Boa Vista, Largo São Bento e rua Líbero Badaró.
Entre as pautas nacionais defendidas no lema deste ano, “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, estão a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e o combate ao feminicídio. Thiago Ávila, Eduardo Suplicy, Paulo Teixeira e Amanda Paschoal estiveram presentes no ato.
Uma manifestante de 72 anos, integrante da Marcha Mundial das Mulheres e do Fórum de Saúde de Campo Limpo, afirmou que enfrentar as condições climáticas faz parte de uma luta permanente para defender salários e a vida. Outra participante, de 64 anos e beneficiária do programa Minha Casa, Minha Vida, observou que a adesão ao evento foi menor do que em edições anteriores.
O Grito dos Excluídos é realizado desde 1995, após debates promovidos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) entre 1993 e 1994. A iniciativa ocorre anualmente no dia 7 de setembro como um contraponto popular às celebrações oficiais da Independência do Brasil.
A programação na capital paulista foi encerrada às 12h com uma missa na Catedral da Sé, presidida pelo cônego Marcelo Monge e concelebrada por padres convidados.


