O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta quarta-feira (9) o acordo de colaboração premiada de Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. O operador do mercado financeiro confessou a movimentação de recursos para a produção de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O empresário é proprietário da Entre Investimentos e Participações. A empresa foi utilizada para realizar repasses de dinheiro entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção do longa-metragem. A decisão do STF ocorreu um dia após a defesa do operador se reunir com a equipe do gabinete de Mendonça para confirmar a voluntariedade da delação.
Freixo Júnior informou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que efetuou sete transferências bancárias ao longo do ano passado para o fundo Havengate. As operações, solicitadas por Vorcaro, totalizam US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões no câmbio da época).
O fundo Havengate fica sediado nos Estados Unidos e é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, descrito como próximo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A apuração indica que a Entre Investimentos também enviou R$ 139 milhões a empresas investigadas pela Polícia Federal (PF) por suspeita de lavagem de dinheiro. Tais movimentações ocorreram entre julho de 2022 e dezembro de 2025.
As transações envolvem alvos suspeitos de ter ligação com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), com integrantes da máfia italiana e com um esquema de fraudes no setor de combustíveis.


