Um grupo de mulheres migrantes em Ceuta relatou ter sido informado por um funcionário de segurança que não poderá mais acampar nas ruas da cidade a partir do meio-dia desta quinta-feira (3). O aviso provocou deslocamentos de famílias que buscam novos locais para dormir na cidade autônoma.
As mulheres compareceram às 7h desta terça-feira (1) a um dos galpões do Polígono de El Tarajal, onde trabalham agentes da Polícia Nacional. Elas afirmaram que o aviso partiu de um empregado de segurança. No local, as mulheres relataram que foram orientadas a se sentarem e se acalmarem, mas não receberam explicações oficiais sobre a medida.
Diante da falta de respostas, o grupo começou a circular pela cidade para localizar novos pontos de instalação. Entre as afetadas estão duas mulheres marroquinas, de 40 e 26 anos, que cuidam de crianças de 14 e quatro anos.
A mulher de 40 anos disse que procurou abrigo em locais como Príncipe e Sidi Embarek, onde vizinhos mantêm acampamentos para mulheres e crianças, mas não obteve sucesso. Ela afirmou que as famílias estão com medo do que poderá acontecer.
Fontes do Governo informaram que não consta nenhum operativo de desalojo previsto para a zona do Polígono de El Tarajal na data mencionada.


