Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, devem apresentar manifestações até esta sexta-feira (12) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro.
O prazo refere-se ao relatório da Polícia Federal que revelou diálogos de Vorcaro com integrantes da cúpula dos Três Poderes, incluindo mensagens enviadas a Moraes. Fachin reuniu os relatórios relacionados à crise em um procedimento apartado e vinculado ao seu gabinete entre quinta-feira e sexta-feira.
Um segundo caso, aberto após Moraes acusar Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade nas investigações do caso Master e fraudes do INSS, segue cronograma mais longo. A Procuradoria-Geral da República tem cinco dias úteis para se manifestar, seguida por outro prazo de cinco dias úteis para a resposta de Mendonça.
A instrução integral dos dois procedimentos deve ocorrer na segunda quinzena de setembro. Com esse ritmo, a decisão de Fachin sobre o destino da crise tende a acontecer próximo ao primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
O presidente do STF afirmou que as medidas têm caráter de instrução e não representam conclusão prévia sobre a conduta dos envolvidos. Ele declarou que a gravidade dos fatos não autoriza atalhos e que a resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa.
Mendonça defende que a controvérsia seja remetida ao plenário do STF. Ainda não há definição se os ministros serão chamados para deliberar coletivamente ou qual será a forma desse processo.


