O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, encaminhou nesta quinta-feira (3) ao presidente da Corte, Edson Fachin, um despacho com indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade cometidos pelo ministro André Mendonça na condução de inquéritos sobre o Banco Master e fraude no INSS.
A decisão foi proferida no âmbito do inquérito das fake news. Moraes apontou que Mendonça teria quebrado a imparcialidade judicial para favorecer grupos políticos específicos. Segundo o magistrado, houve o direcionamento de investigações contra o próprio Moraes e contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O texto afirma que tais ações ocorreram por motivos pessoais e políticos. Moraes citou a indicação prévia de medidas cautelares que deveriam ser apresentadas pela Polícia Federal.
Outras acusações detalhadas no despacho envolvem a interferência de Mendonça na direção das investigações conduzidas por autoridades policiais. O ministro também alegou que as tratativas para eventual colaboração premiada foram conduzidas de forma irregular.
O documento foi enviado a Fachin para que o presidente do STF tome as providências que considerar necessárias.


