O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação da candidatura à reeleição do deputado estadual Renato Machado, do PT. O órgão afirma que o parlamentar é suspeito de liderar uma narcomilícia em Maricá, no Rio de Janeiro, onde possui seu reduto eleitoral.
A petição, apresentada em agosto, indica que Machado comandaria um grupo armado vinculado ao Terceiro Comando Puro (TCP). O MP Eleitoral aponta Rodrigo José Barbosa da Silva, conhecido como Rodrigo Negão, como o líder do bando e principal aliado do deputado.
Segundo a representação, a milícia executa opositores que se insurgem contra as práticas do grupo. O documento cita o assassinato do jornalista Robson Giorno, ocorrido em 2019, como um dos casos. Na ocasião, o Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou Machado como mandante do crime, mas a Justiça decidiu que não havia provas suficientes para a condenação.
O parlamentar era vereador em Maricá na época do homicídio. O MP Eleitoral afirma que as atividades do grupo liderado pelo deputado incluem o comércio ilícito de drogas e a exploração clandestina de internet e TV a cabo.
Na declaração de bens enviada à Justiça Eleitoral para a disputa de 2026, Renato Machado informou possuir um patrimônio de R$ 1,3 milhão. A lista de bens inclui imóveis e terrenos localizados nas cidades de Maricá e Niterói.


