As mulheres representam 51,8% dos pequenos comerciantes que utilizam plataformas de comércio eletrônico para vender produtos no Brasil, segundo a terceira edição da pesquisa sobre trabalho por plataformas digitais, divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No total, 210 mil brasileiros, ou 4,2% dos cerca de 5 milhões de empreendedores do setor comercial, utilizam ferramentas digitais para vendas. O levantamento, realizado com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), excluiu do recorte a comercialização de veículos e motocicletas.
O grupo que opera via e-commerce apresenta maior qualificação. Em 2025, 33,5% desses comerciantes possuíam ensino superior completo, enquanto o índice era de 19% entre quem não utilizava as plataformas. Apenas 3,7% dos vendedores digitais não tinham instrução ou ensino fundamental incompleto, contra 22,9% no grupo tradicional.
A diferença de renda é de 44,4%. O rendimento médio mensal de quem usa plataformas era de R$ 4.932, comparado a R$ 3.415 entre os demais. O IBGE atribui o resultado ao maior nível de escolaridade e à maior incidência de negócios formais nesse segmento.
A jornada de trabalho é superior para quem usa a tecnologia, com média de 41,5 horas semanais, contra 39,4 horas dos demais comerciantes. A faixa etária predominante no e-commerce é a de 25 a 39 anos, que concentra 49,7% dos usuários, enquanto apenas 4% tinham 60 anos ou mais.
Para 31,3% dos comerciantes, as plataformas digitais são o único canal de venda. Outros 68,7% dividem as vendas com meios tradicionais, sendo que 22,4% desses ainda consideram a plataforma como o principal canal. Sobre a operação, 46,8% afirmaram que a forma de recebimento dos pagamentos é totalmente definida pela plataforma.


