Equipes de resgate no Nepal concentram buscas nesta terça-feira (8) em três túneis de projetos hidrelétricos onde dezenas de trabalhadores podem estar presos. O isolamento ocorreu após o colapso de uma geleira na fronteira com a China, no dia 26 de agosto, que provocou uma avalanche e atingiu pelo menos 11 projetos do setor.
O foco principal das operações está no projeto hidrelétrico de Chilime, local que possuía alojamentos, cantina e estrutura de alimentação, onde as autoridades acreditam haver sobreviventes. As equipes também realizam buscas nos túneis dos projetos Upper Trishuli 3A e 3B, que são interligados.
Para tentar salvar os trabalhadores, tubos de oxigênio estão sendo instalados nas estruturas. Novos equipamentos são utilizados para abrir passagens entre os túneis, cujas entradas foram soterradas pelo desastre.
O Exército nepalês informou que 121 das 900 pessoas desaparecidas em projetos hidrelétricos podem estar presas nos túneis. Outros desaparecidos podem ter trabalhado em áreas externas das usinas.
Quatro pessoas foram resgatadas com vida nos últimos dias: um cidadão chinês retirado de um túnel no sábado (5), dois trabalhadores de uma usina resgatados na sexta-feira (4) e uma mulher nepalesa encontrada nos escombros de sua residência no sábado.
O desastre já causou ao menos 1.399 mortes e deixou mais de 5.400 desaparecidos no Nepal e no Tibete. Do lado chinês, foram registrados 43 mortos e 519 desaparecidos.
O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, afirmou que as operações de busca e resgate continuarão enquanto as equipes trabalham para localizar possíveis sobreviventes nos túneis.


