O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quarta-feira (2) que as forças militares de seu país não deixarão as áreas que controlam na Faixa de Gaza. O território sob domínio israelense corresponde a 60% do enclave palestino, onde mais de 900 pessoas morreram em 2026, segundo dados oficiais.
A declaração ocorreu durante visita de Netanyahu ao território, próximo à linha amarela que delimita a área de controle militar. O premiê afirmou que Israel controla a região e não pretende se retirar. A viagem acontece durante a campanha para as eleições israelenses, marcadas para o dia 27 de outubro.
Durante a operação, as forças do Estado Judeu capturaram Muein al-Arabid, identificado pelo Hamas como um alto comandante da segurança interna. O conflito atual teve início em 7 de outubro de 2023, após ataque do grupo palestino que resultou em cerca de 1.200 mortos e 251 reféns.
Dados do Ministério da Saúde local, aceitos pela Organização das Nações Unidas (ONU), indicam que mais de 1.300 palestinos morreram após a trégua de 10 de outubro de 2025, incluindo ao menos 301 crianças. Israel contesta as estatísticas e nega que todas as mortes sejam atribuídas a suas forças.
O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que o governo planeja retirar palestinos da Faixa de Gaza. Em conferência, Katz declarou que não existe solução para a região sem essa migração e que Israel aguarda a decisão dos Estados Unidos sobre o destino da população.
Katz informou que o governo está preparado para realizar a retirada dos palestinos por qualquer meio possível, incluindo via aérea ou marítima.


