A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu, nesta terça-feira (1º), a realização de uma apuração rigorosa e isenta sobre a relação entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF).
O documento da PF, com 218 páginas, reúne mensagens, registros de chamadas, arquivos e contratos extraídos do aparelho celular de Vorcaro. O conteúdo tornou-se público nesta terça-feira (1º), depois que o ministro André Mendonça derrubou o sigilo da ação.
Em nota, a OAB afirmou acompanhar com extrema preocupação a crise que atinge o STF e outras instituições da República. A entidade defendeu que a apuração ocorra com a garantia do devido processo legal, da ampla defesa e da presunção de inocência para todos os envolvidos.
Délio Lins e Silva Jr, presidente em exercício do Conselho Federal da OAB, disse que a instituição se preocupa com os impactos do episódio para o Brasil, especialmente por envolver órgãos essenciais à democracia e ocorrer durante o período eleitoral.
A apuração da Polícia Federal detalha que Vorcaro teria pago o escritório da esposa de Moraes com aeronaves e aprovado cartões de crédito para os filhos do ministro. O relatório também menciona a edição de um contrato de R$ 131 milhões entre a mulher do magistrado e o fundador do banco.
O ministro Alexandre de Moraes e a defesa de Daniel Vorcaro não responderam aos pedidos de manifestação sobre as mensagens e o teor do relatório da PF até a publicação da notícia.


