Organizações sociais em Ceuta alertaram, nesta sexta-feira (4), que mais de 250 mulheres e crianças migrantes ficarão sem alimentação a partir de amanhã. O grupo de voluntários que mantém o acampamento no bairro de Sidi Embarek afirma que a situação chegou ao limite devido à falta de suporte governamental.
Dezenas de mulheres marroquinas permanecem nas calçadas da região aguardando vagas em abrigos. No portão de entrada do local, cartazes em espanhol e árabe informam que não há mais espaço disponível para novas acolhidas.
O acampamento provisório funciona em um terreno cedido pela ONG Luna Blanca, ao lado de uma mesquita. Antes disso, as famílias estavam instaladas em um campo de futebol que sofreu superlotação, segundo Uzman Bersabé, do Movimento Social e Vecinal de Ceuta.
Bersabé, que atua voluntariamente no apoio às migrantes há mais de um mês, afirmou que o estoque de alimentos se esgotará amanhã. A organização aponta que a Delegação do Governo havia prometido que a instalação seria temporária e que as pessoas seriam realocadas para o Centro Ecuestre, conhecido como La Hípica.
De acordo com a apuração do Movimento Social e Vecinal de Ceuta, o governo transferiu para a Hípica mulheres que estavam em outro acampamento, em El Príncipe, e retirou do local de Sidi Embarek os menores não acompanhados. No entanto, as 250 mulheres e seus filhos permanecem no terreno sem perspectiva de transferência.


